Viagens pelo litoral paulista e paranaense podem ser feitas mesmo por quem nunca colocou as mãos em um remoChristian Brandão
Fazer uma viagem de caiaque traz uma sensação diferente. O único barulho é o do remo entrando da água. O silêncio é quase total e a tranqüilidade toma conta dos viajantes. Se o roteiro for feito em um local belo como o Saco do Mamamguá, em Paraty, o sentimento de liberdade é ainda maior. 
Passeios de caiaque revelam paisagens maravilhosas
Crédito: Pisa Trekking

Instrutores dão todas as dicas necessárias para um passeio tranqüilo
Crédito: Pisa Trekking
Mesmo quem nunca colocou as mãos em um remo pode fazer uma travessia oceânica. É simples. Com alguns minutos de treino - feito sempre antes da saída - você pega o jeito e acaba se surpreendendo.
Ok. Muita gente acha um pouco complicado de início e fica rodando que nem barata tonta nas águas. Nada que a ajuda do guia não resolva. 
Turistas no Saco do Mamanguá, em Paraty
Crédito: Pisa Trekking
Os roteiros de caiaque podem ser feitos até por quem não tem nenhuma experiência
Crédito: Pisa Trekking
A mala exige alguns itens especiais: além de boné e protetor solar para proteger do sol - porque quando se está remando não existe nenhuma proteção contra os raios solares - é necessário levar uma calça ou shorts confortável e que seque rápido e um anoraque contra chuva.
O Saco do Mamanguá, acessível através de Paraty Mirim, no Rio, é um daqueles locais de águas verdes e claras. E o melhor: protegido de ondas. Quem já colocou as mãos em um caiaque sabe que remar contra o vento ou correnteza não é brincadeira.
Mas não só de remadas é feito o roteiro pela região. A verdade é que você fica apenas duas ou três horas por dia sentado no caiaque. O resto do tempo aproveita as praias, como a grande de Mamanguá e das Pacas, ou faz trilhas.
A caminhada mais conhecida, e também uma das que leva a um dos lugares mais belos de Mamanguá, é a que vai até o pico do Pão de Açúcar. 
Vista do pico do Pão de Açucar, em Paraty
Crédito: Pisa Trekking
Turistas com Pão de Açucar, em Paraty, ao fundo
Crédito: Pisa Trekking
Prepare-se para ficar de queixo caído. A vista é de 360°. O contraste da pedra com o verde do mar e a vegetação, repleta de cactos, é perfeito.
Uma remada além
Quem já possui experiência com os remos pode optar por roteiros mais longos em outras águas.
Uma viagem, por exemplo, de Cananéia até Ilha do Mel, já no sul do país, leva aproximadamente quatro dias. 
Mangues também estão nos roteiros
Crédito: Pisa Trekking
O roteiro passa por um dos trechos de mata atlântica mais preservados do país. São cerca de quatro horas remando por dia. O esforço vale a pena: de uma só vez dá para conhecer Cananéia e as ilhas do Cardoso, do Superagui, das Peças, das Palmas e ainda terminar a viagem na belíssima ilha do Mel.
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