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Roraima

Subida ao monte Roraima revela porção particular dos céus

Entre nuvens, montanhas em forma de mesa e muitas cachoeiras, roteiro até um dos pontos mais altos do país requer esforço
Christian Brandão

Subir até um dos topos do estado de Roraima, é alcançar, além da fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, um pedacinho particular dos céus. A vista do monte em forma de mesa que leva o mesmo nome do estado é algo só visto ali: são nuvens, águas, montanhas e uma imensidão inimaginável.

 
Impressão é de estar acima das nuvens
Foto: Roraima Adventures

O roteiro é normalmente feito a partir de Boa Vista, capital do estado. Já a subida até os 2.734 metros é realizada pelo lado venezuelano.

Quem quer conhecer um dos locais mais altos do Brasil, precisa preparar as panturrilhas. Chegar ao topo requer boas horas de caminhada - cerca de cinco diárias.


Cachoerias despencam dos 2.734 metros do Roraima
Foto: Roraima Adventures


O Roraima é uma das formações mais antigas do planeta, com quase dois bilhões de anos. O monte é chamado de tepui: formação montanhosa em forma de mesa. Já o nome Roraima, vem dos índios. Roroi significa verde e imã, grande ou monte.

E foram os índios que cercaram o imenso paredão de lendas. Dizem os Macuxis, tribo da região, que o Roraima surgiu do centro da terra, quando uma bananeira - que havia nascido na região e não poderia ser tocada - foi cortada. Contam os indígenas que até hoje o monte chora.

Lágrimas que você certamente sentirá. É praticamente impossível não tomar um belo banho de chuva durante a expedição. E aproveite para refrescar a alma nas cachoeiras pelo caminho. Só elas conseguem afastar o cansaço.

Mas o esforço vale a pena - e muito. O trajeto é uma conquista. Estar em cima do tepui que você viu por todos os ângulos durante vários dias, é realmente tocante.


Aventureiro debruça sobre precipício
Foto: Roraima Adventures



Jacuzzis em cima do monte tem águas cristalinas
Foto: Roraima Adventures


O topo não se resume a paisagens absurdas. São necessários alguns dias sobre as nuvens da região para conhecer o marco que divide os três países e as incríveis "jacuzzis" de águas quase transparentes, formadas entre as pedras.

É como ter acesso a um mundo particular nos céus. Durante vários momentos, a única coisa que se vê são as bordas do Roraima, o céu azul e nuvens, muitas nuvens sob seus pés.

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